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A Metrologia é a ciência das medições. Poderia e deveria ser bem mais reconhecida e utilizada pelas empresas brasileiras em todo o seu potencial, não somente pelo seu caráter multidisciplinar, mas, também, pelo seu impacto potencialmente positivo na assertividade na condução das mesmas.

Não há dúvidas que dirigir uma empresa é uma tarefa que demanda, não somente muito preparo inicial, assim como, diversas habilidades que são conquistadas ao longo do tempo pelos seus gestores. Mas a questão é que, muitas vezes, isso é feito ainda em condições muito aquém do que realmente poderia ser feito e um dos principais motivos para isso é a falta de visualização adequada de indicadores e métricas fundamentais para a condução de qualquer tipo de empresa. Em empresas mais estruturadas, isso é mais impressionante, pois os investimentos em sistemas de gestão e controle são grandes e ainda assim percebemos claramente a falta de medições fundamentais para a direção das mesmas.

As informações lá estão, na grande maioria dos casos, mas perdem-se em inúmeros relatórios ou, então, a quantidade de informações é tão grande que torna-se cada vez mais difícil o acompanhamento das mesmas pelos gestores. Apesar das informações hoje existirem eletronicamente, as mais importantes para uma gestão mais eficaz enfrentam diversas barreiras para estarem disponíveis na hora que você precisa, agrupadas em uma ferramenta única, em qualquer lugar que você esteja e “a um clique de distância”. É aí que entra o que chamei de “tecnologia adequada” no título do artigo que, por sua vez, potencializa, em muito, o impacto da ciência das medições, pois torna o processo de coleta, análise e apresentação muito mais dinâmico.

O desafio da “tecnologia adequada” entra na coleta de dados de qualquer fonte e objetiva transformá-la nas informações certas, na hora certa, em qualquer lugar. Monitorar sensores, informações de trânsito, clima, eventos importantes, hospitais, segurança, receitas, etc… Integrar relatórios, serviços na nuvem, estatísticas, histórico de eventos, redes sociais, notícias na mídia, etc… Não esperar saber pelos outros. Avisar e ser avisado, automaticamente, por mensagens de texto, e-mails ou da forma que quiser. Informar-se antes, agir antes que seja tarde demais. Acessar do seu notebook, tablet, smartphone, smartwatch. Tudo isso deveria funcionar de maneira muito mais impactante do que realmente está sendo feito pelas empresas, pelos mais diversos motivos que funcionam como “pedras em seus próprios caminhos”, exemplificarei com:

a) resistências dos gestores das áreas;
b) confidencialidade ou segurança da informação;
c) falta de tempo para cuidar do assunto;
d) que já há relatórios ou sistemas que fazem isso…

Enfim, a lista de desculpas é extensa, mas a realidade é que estamos diante de três fatos inexoráveis:

  1. A importância da Metrologia é desconhecida ou subutilizada como ciência da medição pelas próprias empresas;
  2. Indicadores e métricas, efetivamente, não estão disponíveis adequadamente para os tomadores de decisão;
  3. Os investimentos em tecnologia da informação precisam de um alinhamento bem mais inteligente com a Metrologia propriamente dita.

Na essência, estamos “dirigindo” nossas empresas de uma maneira bem menos adequada do que poderíamos. É como se entrássemos em um carro e não tivéssemos informações em tempo real da velocidade, da marcha em que estamos, do volume de combustível ou autonomia disponíveis, ou seja, informações que precisam estar visíveis para tomadas de decisões constantes para que o percurso seja realizado dentro dos parâmetros estabelecidos ou adequados.

Minha sugestão para você? Meça, apresente e decida corretamente. Isso transformará sua empresa drasticamente sem traumas e, o melhor, muitos dos investimentos já foram feitos e estão disponíveis dentro da mesma!

por Eduardo Augusto Machado
Vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro;
Presidente do Conselho Empresarial de Esporte;
Diretor da Central 24 Horas.

Artigo originalmente publicado na Revista do Empresário da ACRio.


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